Bitcoin e ouro: proteções complementares contra a desvalorização da moeda

Segundo Steve Neamtz, CEO da Yorkville America, Bitcoin e ouro são cada vez mais apresentados como proteções complementares contra a desvalorização das moedas, e não como reservas de valor concorrentes. O relato mais recente acrescenta que as compras de ouro pelos bancos centrais chegaram, segundo os dados divulgados, ao recorde de 289 toneladas no segundo trimestre de 2026, ante 244 toneladas no primeiro trimestre. O contexto inclui uma dívida federal dos EUA superior a US$ 39 trilhões, custos anuais de juros próximos de US$ 1 trilhão e um dólar que, segundo se afirma, perdeu cerca de 40% de seu poder de compra em duas décadas. O ouro se beneficia de uma infraestrutura de custódia consolidada e do status de ativo de reserva soberana. O Bitcoin continua mais volátil e especulativo, embora os ETFs à vista de Bitcoin tenham facilitado o acesso e a custódia para investidores institucionais. O Bitcoin ainda não conquistou o status do ouro como ativo de reserva dos bancos centrais. Um estudo citado de 2025 também constatou que nenhum dos dois ativos protegeu de forma confiável contra quedas do mercado; assim, o argumento está mais ligado à diversificação monetária de longo prazo do que à proteção durante cada onda de vendas. Para os traders, a narrativa compartilhada de desvalorização pode sustentar o interesse pelo Bitcoin, mas não garante altas de preço; a alocação depende da tolerância ao risco e do horizonte de investimento.
Neutral
A notícia apresenta uma possível justificativa macroeconômica de longo prazo para manter Bitcoin junto com ouro, mas não relata um catalisador direto para a compra de Bitcoin nem uma mudança nos fundamentos do mercado. O papel do Bitcoin como possível proteção contra a desvalorização das moedas pode sustentar o interesse dos investidores ao longo do tempo, e um acesso institucional mais fácil por meio de ETFs à vista pode ampliar a participação. No entanto, o artigo ressalta que o Bitcoin continua altamente volátil e especulativo, não tem o status do ouro como ativo de reserva e, assim como o ouro, não protegeu os investidores de forma confiável durante as quedas do mercado. No curto prazo, os traders podem reagir à narrativa da dívida e da desvalorização das moedas, mas é provável que a movimentação dos preços continue sensível ao apetite geral por risco, à liquidez e ao posicionamento do mercado. A tese de longo prazo pode contribuir para a demanda, mas não é suficiente para estabelecer um impacto direcional claro sobre o preço; portanto, o efeito esperado sobre o BTC é neutro.