Bitcoin fica sob pressão com a alta do petróleo e o estresse de crédito ligado à IA

Segundo a QCP, o Bitcoin continua exposto à aversão generalizada ao risco, já que as preocupações com o crédito no setor de IA e a alta dos preços do petróleo pressionam os ativos de risco antes da próxima reunião do FOMC. A QCP citou o spread dos swaps de default de crédito (CDS) de cinco anos da CoreWeave, em cerca de 1.128 pontos-base — muito acima dos 30 pontos-base da Oracle — como um sinal de preocupação com o financiamento da infraestrutura de IA. O Bitcoin continuou acompanhando as ações, em vez de atuar como um porto seguro. O petróleo Brent chegou a US$ 114 por barril após novos ataques à infraestrutura saudita intensificarem as preocupações com o abastecimento. Embora as exportações de petróleo bruto do Oriente Médio tenham se recuperado, os custos de transporte e os prêmios de seguro continuam elevados. A QCP alertou que a energia cara e o estresse da dívida relacionado à IA podem manter a inflação alta e limitar a capacidade do Federal Reserve de reduzir os juros. Os mercados veem pouca probabilidade de uma alta dos juros em outubro, mas também não esperam cortes no curto prazo. Essa combinação pode manter o Bitcoin e outros ativos de risco voláteis.
Bearish
A leitura imediata do mercado é de baixa para o Bitcoin, porque o artigo descreve duas pressões que podem reduzir o apetite por ativos voláteis: a alta dos preços do petróleo e a preocupação com o endividamento do setor de IA. Custos de energia mais altos podem alimentar a inflação, enquanto o estresse no crédito pode levar os investidores a reduzir a exposição a ações e a outras posições sensíveis ao risco. A QCP afirma que o Bitcoin continua acompanhando o sentimento do mercado acionário, em vez de se comportar como um ativo de proteção, então uma nova piora nas ações de tecnologia também pode pressionar o BTC. As perspectivas para o Fed aumentam os riscos. Embora uma alta de juros em outubro seja considerada improvável, as expectativas de cortes no curto prazo também são limitadas. Um cenário de juros elevados por mais tempo pode sustentar o dólar e reduzir a liquidez que costuma beneficiar o mercado cripto. Episódios semelhantes de surpresas inflacionárias ou choques geopolíticos relacionados ao petróleo costumam aumentar a volatilidade e levar à redução de risco nos mercados, embora a reação do Bitcoin não seja sempre consistente e possa mudar conforme variam o posicionamento e a liquidez. No curto prazo, os traders podem acompanhar o petróleo Brent, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, o desempenho do setor de tecnologia e os sinais do FOMC, além da capacidade do Bitcoin de se manter em níveis importantes de suporte. Uma queda nos preços do petróleo, a diminuição das preocupações com o crédito ou expectativas mais claras de afrouxamento monetário podem ajudar a estabilizar o BTC. No longo prazo, o artigo não demonstra uma mudança duradoura nos fundamentos do Bitcoin; a avaliação pessimista se deve principalmente a fatores macroeconômicos e pode se reverter caso os riscos de inflação e financiamento diminuam.