Retorno da Broyhill no 3º trimestre de 2026 fica atrás das bolsas globais enquanto os rendimentos dos títulos sobem

A carteira composta de ações da Broyhill caiu 0,3% no terceiro trimestre de 2026, em comparação com a alta de 1,7% do MSCI All Country World Index. Nos primeiros nove meses, a Broyhill teve retorno de 1,9%, contra 13,4% do índice. A carta atribuiu o desempenho relativo mais fraco da carteira à sua exposição limitada ao setor de tecnologia: as ações de tecnologia subiram em agosto e setembro, enquanto os setores de consumo e industrial — que representam mais da metade da carteira da Broyhill — caíram. Em julho, a carteira ganhou 3,3% enquanto as ações de semicondutores recuavam acentuadamente. A Broyhill também informou uma alta de 3,4% em outubro até o dia 16, enquanto o Philadelphia Semiconductor Index caiu 15,7% em oito pregões; esses números eram preliminares. A empresa destacou a alta da inflação e dos custos de financiamento. O petróleo subiu 29% durante o trimestre, chegando a cerca de US$ 91 por barril; o Federal Reserve elevou as taxas em 25 pontos-base, e o rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos subiu para 5,29%. A Broyhill afirmou que rendimentos mais altos aumentam os riscos para empresas que precisam refinanciar dívidas ou financiar o crescimento, incluindo grandes empresas de tecnologia. IQVIA, Thermo Fisher e Microsoft foram os principais contribuintes para o resultado do trimestre. Rentokil, Valvoline e Masco foram os maiores detratores. A Broyhill iniciou uma posição em Alphabet, encerrou várias posições e afirmou que vendeu Rentokil após o fim do trimestre. A abordagem declarada pelo gestor é priorizar os fundamentos dos negócios, a avaliação e a cautela na carteira em meio à volatilidade do mercado.
Neutral
Esta é uma carta trimestral de um gestor de investimentos, e não um acontecimento diretamente ligado a criptomoedas, à regulamentação de ativos digitais ou à infraestrutura do mercado cripto. Ainda assim, os sinais de mercado apresentados podem ser relevantes de forma indireta. A Broyhill descreve a queda das ações de semicondutores, a alta dos preços do petróleo, a retomada das preocupações com a inflação e o rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos acima de 5%. Se essas condições persistirem, o aperto das condições financeiras e a menor disposição para correr riscos poderão pressionar o Bitcoin e outros criptoativos, como ocorreu em períodos anteriores de alta dos rendimentos e pressão sobre ações de crescimento. Os operadores poderão acompanhar os rendimentos dos títulos do Tesouro, os dados de inflação, as expectativas em relação ao Federal Reserve e o desempenho das ações de tecnologia em busca de sinais sobre o sentimento geral de risco. No curto prazo, é improvável que a carta, por si só, provoque mudanças significativas nos preços das criptomoedas. O relato da volatilidade em operações concorridas no setor de tecnologia pode estimular cautela e uma gestão mais rigorosa das posições em ativos de risco, mas não aponta um catalisador específico para as criptomoedas. No longo prazo, rendimentos persistentemente altos poderão limitar a liquidez e conter a demanda especulativa, enquanto a queda dos rendimentos ou o arrefecimento da inflação poderão produzir o efeito oposto. Portanto, as implicações gerais para o mercado cripto são indiretas e equilibradas, o que justifica uma classificação neutra, em vez de uma indicação claramente otimista ou pessimista.