Roubo de criptomoedas da Crédit Mutuel Arkéa: prejuízos ultrapassam US$ 133 milhões
O grupo bancário francês Crédit Mutuel Arkéa confirmou que houve transações fraudulentas depois que o investigador de blockchain ZachXBT o vinculou a um suposto roubo de criptomoedas superior a US$ 133 milhões. O banco não informou o valor das perdas nem se os ativos roubados eram moeda fiduciária ou criptomoedas. Disse que os clientes estavam protegidos, que algumas transações foram suspensas temporariamente e que as autoridades foram notificadas. O roubo de criptomoedas envolvendo o Crédit Mutuel Arkéa continua sob investigação, e a identidade do invasor é desconhecida.
A Bitquery rastreou saques de US$ 108,8 milhões em USDC da Kraken, Crypto.com e OKX para 15 carteiras ao longo de 21 horas, entre 1º e 2 de novembro. Mais tarde, ZachXBT identificou outros US$ 27 milhões em saques de corretoras, elevando o total suspeito para mais de US$ 133 milhões; o valor final pode ser maior se forem incluídas as negociações de balcão. Os fundos passaram por centenas de carteiras e foram encaminhados por meio de serviços de troca instantânea, Monero e pontes entre redes. Grande parte do USDC foi convertida em ETH e, em 3 de novembro, cerca de US$ 61 milhões ainda estavam na Ethereum, em endereços vinculados ao suposto invasor.
A Tether congelou cerca de US$ 1,14 milhão em USDT, enquanto a Circle ainda não havia congelado os US$ 2,53 milhões restantes em USDC até 2 de novembro. A Crypto.com afirmou que bloqueou fundos relacionados ao incidente e que os fundos dos clientes continuavam seguros. ZachXBT disse que os indicadores de lavagem de dinheiro disponíveis não apontavam para o grupo Lazarus, ligado à Coreia do Norte. O roubo de criptomoedas envolvendo o Crédit Mutuel Arkéa aumenta as preocupações com a segurança das corretoras, mas a dimensão total e o método do incidente ainda não foram confirmados.
Neutral
O incidente não teve impacto direto confirmado sobre o preço de nenhuma criptomoeda. A conversão de grande parte dos USDC roubados em ETH pode gerar atividade de negociação, enquanto a lavagem ou liquidação posterior pode aumentar a pressão de venda sobre o ETH. No entanto, o fato de um montante ainda estar vinculado a endereços suspeitos de pertencer ao invasor não comprova que tenha ocorrido uma venda no mercado, e os relatos não apresentam evidências de uma mudança relevante nas condições do mercado de ETH. USDC e USDT são stablecoins, portanto os congelamentos relatados e a movimentação de fundos dizem mais respeito aos controles dos emissores e à segurança do que a uma mudança duradoura nos preços que buscam manter. Historicamente, roubos isolados podem gerar cautela e volatilidade no curto prazo, mas, sem evidências de contágio mais amplo ou de liquidações em grande escala no mercado, o provável efeito sobre os preços das criptomoedas é limitado. Os traders devem acompanhar as movimentações on-chain e os comunicados das corretoras, tratando qualquer efeito sobre os preços como incerto.