ETF de Bitcoin da Fidelity registra compra de US$ 24,54 milhões

O ETF de Bitcoin à vista da Fidelity, o Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund (FBTC), registrou uma compra de Bitcoin no valor de US$ 24,54 milhões. O montante está em linha com várias compras anteriores de porte médio, incluindo US$ 23,08 milhões em 22 de outubro e cerca de US$ 23,92 milhões em meados de agosto. Em 13 de outubro, o FBTC teve entradas líquidas bem maiores, de US$ 103,06 milhões, respondendo por quase a totalidade das entradas líquidas de US$ 109,8 milhões do setor de ETFs de Bitcoin à vista dos EUA naquele dia. Os números apontam para um interesse contínuo nos ETFs de Bitcoin, embora os fluxos do setor também tenham incluído períodos de saídas líquidas. O fundo da Fidelity cobra uma taxa anual de despesas de 0,25% e está entre os maiores ETFs de Bitcoin à vista dos Estados Unidos. Separadamente, a Fidelity Digital Assets informou que ações preferenciais perpétuas emitidas por empresas que mantêm Bitcoin em tesouraria ajudaram a financiar compras de 135.979 BTC até o início de outubro, cerca de 0,5% da oferta total de Bitcoin.
Neutral
A compra de US$ 24,54 milhões é um sinal positivo de demanda por meio do ETF de Bitcoin à vista da Fidelity, mas, isoladamente, não é um sinal forte o suficiente para movimentar o mercado. O valor é semelhante ao de outras compras de médio porte divulgadas, e o artigo não apresenta evidências de que isso indique uma aceleração sustentada dos aportes ou uma mudança na tendência do preço do Bitcoin. Os números de fluxo dos ETFs podem influenciar o sentimento no curto prazo: grandes aportes, como os US$ 103,06 milhões do FBTC em 13 de outubro, podem reforçar o interesse de compra, enquanto saídas líquidas podem prejudicar o sentimento. No entanto, uma única compra é modesta em comparação com a liquidez geral do mercado, e os fluxos podem se inverter. O fato de aquele aporte de outubro ter se concentrado em um único fundo também sugere que a atividade pode estar migrando entre provedores de ETFs, em vez de representar uma nova demanda disseminada. No longo prazo, alocações recorrentes em ETFs podem sustentar a demanda por Bitcoin, juntamente com compras para tesouraria corporativa. Estas últimas, porém, dependem em parte da continuidade do interesse pela emissão de ações preferenciais. Os traders devem avaliar esses números em conjunto com os fluxos agregados dos ETFs, a movimentação do preço do Bitcoin, o volume negociado e o sentimento geral em relação ao risco. No balanço geral, a notícia é levemente favorável, mas não é suficiente para justificar uma perspectiva otimista ou pessimista para o mercado; portanto, o impacto esperado é neutro.