Kraken retira questionário sobre Monero e mantém restrições regionais
A Kraken retirou um questionário destinado aos clientes de Monero (XMR) que perguntava sobre seus empregadores, a origem de seus recursos e o uso pretendido das moedas. O co-CEO Arjun Sethi afirmou que as perguntas eram inadequadas e decorreram de um erro interno, não de uma exigência regulatória; os clientes afetados não precisam responder. A Kraken continuará realizando as verificações padrão de combate à lavagem de dinheiro sobre a origem dos recursos, mas afirma que os clientes não precisam explicar como usam Monero depois de sacá-lo. Monero continua disponível para negociação nas regiões elegíveis, mas a Kraken não aceita depósitos de XMR. Usuários do Espaço Econômico Europeu e do Reino Unido não podem negociar XMR, enquanto usuários do Canadá e da Austrália não podem depositá-lo, mantê-lo ou negociá-lo. A mudança elimina uma solicitação de informações aos clientes, mas não suspende as restrições regionais nem as restrições a depósitos de Monero já existentes.
Neutral
A retirada do questionário elimina um obstáculo desnecessário para alguns usuários de Monero e pode melhorar modestamente a percepção dos clientes da Kraken afetados. No entanto, isso não altera a disponibilidade de negociação de Monero em jurisdições restritas nem os limites de depósito da Kraken, e a corretora continuará realizando as verificações padrão sobre a origem dos recursos. Esses fatores limitam a possibilidade de uma mudança significativa na demanda ou na liquidez de XMR. No curto prazo, os traders podem considerar o esclarecimento uma pequena melhora no tratamento dos clientes, mas ele não oferece um catalisador direto para uma valorização sustentada. No longo prazo, é mais provável que o preço de XMR seja influenciado pelas condições gerais do mercado, pela demanda por moedas voltadas à privacidade e por mudanças regulatórias do que apenas pela retirada deste questionário.