O Escritório do Controlador da Moeda dos Estados Unidos (OCC) está incentivando bancos comunitários a solicitar autorização para emitir stablecoins de pagamento nos termos do GENIUS Act, diretamente ou por meio de subsidiárias elegíveis. Segundo o órgão regulador, a emissão de stablecoins pode ajudar instituições menores a competir nos pagamentos digitais, e suas orientações abordam preocupações com a saída de depósitos, os rendimentos para emissores e a concorrência.
O processo de solicitação ainda não está aberto: o OCC aguarda a aprovação federal dos formulários de inscrição. Os requisitos do GENIUS Act entram em vigor em 18 de janeiro de 2027. Emissores que operarem sem autorização após essa data poderão sofrer penalidades criminais; emissores já existentes que tiverem apresentado até lá solicitações substancialmente completas poderão pedir isenções temporárias durante a análise. O OCC espera avaliar se as solicitações estão completas em até 30 dias e emitir decisões em até 120 dias.
A iniciativa do OCC ocorre enquanto bancos comunitários contestam as aprovações do órgão para a concessão de autorizações nacionais de trust a empresas de criptomoedas. A medida pode ampliar o papel dos bancos no mercado de stablecoins, mas seu efeito imediato será limitado até que as solicitações possam ser feitas. A emissão de stablecoins e o tratamento de produtos que oferecem rendimento podem influenciar a futura concorrência por depósitos e os rumos da regulamentação de criptomoedas nos Estados Unidos.
A Ripple e a corretora de valores sul-coreana Meritz Securities concordaram em explorar uma infraestrutura de custódia de ativos digitais e tokenização para mercados de capitais regulados. A parceria, a primeira da Ripple com uma corretora de valores coreana, avaliará o Ripple Custody dentro das autorizações regulatórias que a Meritz já possui. Qualquer expansão dependerá da evolução das regras da Coreia do Sul; não foi anunciado nenhum lançamento comercial nem cronograma de implementação.
A Meritz está considerando possíveis serviços, incluindo ETFs à vista, investimentos fracionados, tokens de valores mobiliários e stablecoins vinculadas ao won. Essas são áreas de negócios possíveis, não produtos lançados por meio do acordo. A Ripple também já trabalhou com empresas sul-coreanas em liquidação de títulos públicos tokenizados, carteiras digitais e pagamentos internacionais.
Para quem negocia criptomoedas, o acordo entre Ripple e Meritz representa um avanço em infraestrutura, e não uma fonte direta de demanda por XRP. A Meritz e seus clientes não são obrigados a comprar XRP, e o efeito da parceria sobre o preço do ativo é incerto. O impacto comercial dependerá de as empresas avançarem além da fase exploratória e lançarem serviços de acordo com o marco regulatório da Coreia do Sul.
A Ripple Prime lançou swaps perpétuos de ativos do mundo real (RWA), disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana, para clientes institucionais elegíveis. O serviço abrange mais de 100 mercados, incluindo ações, índices, ETFs, commodities e moedas. Anunciados em 15 de outubro, os contratos têm como referência os futuros perpétuos da Trade.xyz listados na Hyperliquid, e a Ripple Prime atua como principal perante seus clientes institucionais. A Ripple afirma que a empresa de trading Virtu já utiliza o serviço.
Os clientes da Ripple Prime podem compensar posições com margem cruzada usando ativos compatíveis e, quando disponível, usar RLUSD como garantia. Os swaps oferecem exposição por meio de derivativos, e não a propriedade dos ativos subjacentes, e envolvem riscos de financiamento, margem, contraparte e liquidação. Embora os contratos sejam negociados 24 horas por dia, os mercados tradicionais não oferecem formação contínua de preços. A liquidez limitada — especialmente fora do horário regular do mercado — pode encarecer operações grandes ou afetar os preços. Em um episódio relatado, posições alavancadas em ações de empresas de chips, no valor de quase US$ 52 milhões, foram liquidadas em 10 minutos enquanto as ações subjacentes estavam fechadas.
Atualmente, o serviço está disponível por meio da operação da Ripple Prime licenciada nas Ilhas Virgens Britânicas; o acesso está sujeito à jurisdição e às licenças aplicáveis. A Ripple não divulgou os volumes negociados. O lançamento amplia os serviços de corretagem multiclasse de ativos da Ripple Prime e oferece às instituições uma forma nativa do universo cripto de obter exposição aos mercados tradicionais 24 horas por dia. A garantia indicada é RLUSD, não XRP, e a Ripple não anunciou nenhum papel direto do XRP na liquidação ou nas transferências de garantias. Portanto, o desenvolvimento sinaliza crescimento institucional em derivativos vinculados a tokens, mas não estabelece um catalisador imediato para a demanda por XRP.
A proposta de IPO da Anthropic na Nasdaq destaca o rápido crescimento, os altos custos de computação e questões de governança. O documento apresentado pela empresa informou receita de US$ 4,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, US$ 11,6 bilhões no segundo e US$ 16,8 bilhões no terceiro, enquanto o crescimento trimestral desacelerou de 132% para 45%. A empresa registrou prejuízo operacional de US$ 693 milhões no primeiro semestre de 2026 e tinha US$ 131,65 bilhões em caixa e investimentos de curto prazo em 30 de junho. Um relatório anterior estimou em cerca de US$ 417 bilhões os compromissos mínimos com computação, infraestrutura e atividades comerciais, além de outros US$ 125 bilhões a US$ 150 bilhões em possíveis pagamentos; o resumo posterior afirma que o documento cita grandes fornecedores, incluindo Amazon, Google e Microsoft, mas não apresenta um total consolidado. O documento também destaca a dependência de um grupo limitado de clientes e provedores de nuvem, além de uma retenção líquida de receita de cerca de 900% em 30 de setembro de 2026. Os fundadores e um fundo fiduciário de benefício de longo prazo manteriam influência substancial sobre os votos, e cinco cofundadores estão listados como acionistas vendedores. O preço da oferta proposta, a quantidade de ações e a composição final entre ações novas e existentes ainda não foram divulgados. O IPO da Anthropic é um sinal significativo para ações de IA e tecnologia, mas não é um catalisador direto para nenhum token de criptomoeda.
Shinhan Card, SBI VC Trade e SBI XDC Network APAC concordaram em estudar pagamentos com uma stablecoin atrelada ao iene em estabelecimentos comerciais da Coreia do Sul. O piloto planejado permitiria que visitantes japoneses pagassem usando uma experiência familiar de cartão, sem precisar lidar diretamente com transferências em blockchain. A Shinhan Card tem cerca de 20 milhões de titulares de cartão, mas o projeto ainda está na fase de prova de conceito: não foram confirmados a stablecoin, a blockchain, a data de lançamento, os estabelecimentos participantes, as tarifas nem os mecanismos de conversão. Os parceiros testarão a experiência do cliente, o processamento de transações e as operações técnicas, além de estudar remessas internacionais, liquidação de operações comerciais e integração com os sistemas de pagamento existentes. Também analisarão transferências entre carteiras, controles contra lavagem de dinheiro e detecção de fraudes. O acordo não menciona o token JPYSC da SBI, que é restrito às contas da SBI VC Trade e não pode ser enviado para carteiras externas. Um teste separado de pagamentos por QR code da SBI com parceiros coreanos também está em andamento. Mais de 10,1 milhões de viagens de ida e volta entre Japão e Coreia do Sul nos primeiros oito meses de 2026 apontam para uma possível demanda. A iniciativa da stablecoin em ienes surge em um momento em que o mercado global de stablecoins está avaliado em cerca de US$ 301,4 bilhões, com USDT e USDC respondendo por aproximadamente 84,7%. Para os traders de criptomoedas, isso é um sinal inicial de adoção, e não um catalisador imediato para tokens: qualquer impacto de longo prazo dependerá da aprovação regulatória e da comprovação de vantagens de custo ou velocidade em relação aos pagamentos com cartão e bancários.
Neutral
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A atualização NU7 da Zcash tem como objetivo uma ativação proposta na mainnet no bloco 3.543.405, por volta de 5 de novembro, mas a data ainda não é definitiva. A proposta do desenvolvedor Sean Bowe tinha o apoio de dois desenvolvedores, mas ainda não havia sido incorporada à especificação de implantação. Lançamentos de software, correções de sincronização e preparativos dos operadores de nós continuam sendo etapas importantes; a NU7 também está em execução na testnet.
A atualização NU7 da Zcash reduziria o intervalo entre blocos de 75 para 25 segundos, podendo diminuir o tempo necessário para três confirmações de quase quatro minutos para cerca de 75 segundos. Ela também desativaria o antigo sistema de privacidade Sprout, então os usuários precisam transferir os fundos mantidos em Sprout antes da ativação ou correm o risco de não conseguir gastá-los. Pelo Mecanismo de Sustentabilidade da Rede, 60% das taxas de bloco seriam retidas temporariamente até fevereiro de 2031, enquanto o cronograma atual de halving permaneceria inalterado.
Os traders devem acompanhar a especificação final de ativação, as atualizações do software e dos nós e a estabilidade do tempo entre blocos na mainnet. Confirmações mais rápidas podem melhorar a utilidade do ZEC para pagamentos e depósitos em exchanges, mas a atualização é principalmente uma mudança técnica e de compatibilidade, não uma reformulação da arquitetura de privacidade da Zcash, e não garante uma alta no preço.
O Standard Chartered assinou um acordo definitivo para adquirir 100% da custodiante de criptoativos Zodia Custody, ampliando os negócios do banco de custódia institucional de ativos digitais. Os acionistas da Zodia aprovaram a oferta em maio, mas a operação ainda depende de aprovação regulatória e do cumprimento das condições habituais de fechamento. O preço e a data de conclusão não foram divulgados.
A expectativa é que as operações regulamentadas de custódia da Zodia passem a integrar a área de Securities Services do Standard Chartered. As operações de software e serviços profissionais serão separadas e ficarão sob a Zodia Solutions, dentro da SC Ventures, com a participação dos atuais investidores institucionais. O banco afirma que os clientes de custódia não devem sofrer interrupções durante a transição. Segundo a Zodia, a integração combinará sua experiência institucional com a rede bancária global do Standard Chartered.
A aquisição se soma aos serviços de custódia de criptoativos do Standard Chartered nos Emirados Árabes Unidos, em Luxemburgo e em Hong Kong, ao serviço institucional planejado para Singapura e a uma mesa de negociação em Londres para bitcoin e outras criptomoedas, criada em 2025. O negócio reflete o crescente interesse de grandes bancos pela custódia regulamentada de ativos digitais, incluindo State Street, U.S. Bank e Citigroup. A operação pode ampliar o acesso institucional à infraestrutura de criptoativos, mas não anuncia o lançamento de um token nem indica diretamente uma mudança nos preços das criptomoedas.
Segundo rastreadores de blockchain, carteiras ligadas ao exploit de 1º de abril contra o Drift Protocol depositaram 44.510 ETH, avaliados em cerca de US$ 109 milhões, no Tornado Cash entre 20 e 21 de outubro. As transferências incluíram aproximadamente 25.710 ETH na terça-feira e 18.800 ETH na quarta-feira. Depois disso, as carteiras identificadas pela Arkham ainda detinham cerca de 56.569 ETH, no valor de US$ 138 milhões.
O ataque à exchange descentralizada baseada em Solana causou perdas de cerca de US$ 295,7 milhões e está entre os maiores exploits de criptomoedas deste ano. A Drift afirmou que a Mandiant atribuiu o ataque ao grupo de ameaças norte-coreano UNC6862. O Tornado Cash pode dificultar o rastreamento dos fundos, mas as transferências não comprovam que os ETH tenham sido vendidos ou recuperados.
A Drift abriu solicitações de ressarcimento e resgates de seu token de recuperação DFX em 1º de outubro. O fundo começou com cerca de 3,1 milhões de USDT, e espera-se que compromissos de parceiros e receitas futuras do protocolo ajudem a financiar compensações adicionais. A movimentação mais recente de ETH volta a chamar atenção para os ativos roubados e as perspectivas de ressarcimento das vítimas, mas ainda deixa uma pressão potencial de venda substancial.
As saídas dos ETFs de Ether à vista dos EUA aumentaram de cerca de US$ 955 milhões no início de outubro para US$ 1,08 bilhão, o maior total mensal de 2026 até agora, segundo a SoSoValue. As retiradas ocorreram após saídas semanais de US$ 320 milhões e eliminaram os US$ 832 milhões em entradas registrados em setembro. Na terça-feira, os ETFs de Ether tiveram entradas líquidas de US$ 26 milhões, enquanto as entradas acumuladas no ano estavam em cerca de US$ 485 milhões, com oito sessões de negociação restantes no mês.
As saídas dos ETFs de Ether coincidiram com uma queda de 9,7% do ETH em outubro, para cerca de US$ 2.438, e de quase 18% em 2026. Os ETFs de Bitcoin à vista dos EUA perderam US$ 229 milhões na semana anterior, mas depois atraíram US$ 527 milhões na segunda-feira e US$ 23 milhões na terça-feira. Ainda assim, os ETFs de Bitcoin acumulavam uma queda de cerca de US$ 67 milhões em outubro, embora as entradas líquidas no ano tivessem chegado a aproximadamente US$ 809 milhões. O BTC era negociado perto de US$ 82.954, com queda de 2,2% desde o início de outubro. Fundos de Solana, Zcash e Hyperliquid também registraram saídas semanais.
A Blockchain Association pediu ao Departamento do Tesouro dos EUA que esclareça como o GENIUS Act será aplicado a prestadores de serviços de ativos digitais, stablecoins emitidas no exterior e acordos de rendimento. Em uma carta de 4 de novembro de 2025, a entidade pediu ao Tesouro que mantenha definições restritas e alinhadas ao texto da lei, distinguindo empresas financeiras voltadas ao atendimento de clientes de softwares de autocustódia e validadores. Também afirmou que a responsabilidade por facilitar conscientemente a emissão ilegal de stablecoins deve exigir conhecimento efetivo e assistência significativa, e que as obrigações relativas a stablecoins estrangeiras devem se basear nas informações a que as plataformas podem ter acesso razoável. A Associação pediu caminhos de conformidade mais claros para emissores menores e novos participantes.
O GENIUS Act estabelece dois prazos para stablecoins estrangeiras: as condições aplicáveis às plataformas que oferecem ou vendem stablecoins de pagamento emitidas no exterior valem a partir da data de entrada em vigor da lei, enquanto uma restrição mais ampla a stablecoins de emissores não autorizados está prevista para 18 de julho de 2028. A lei pode entrar em vigor antes de 18 meses após sua promulgação se os principais reguladores federais emitirem regras definitivas; nesse caso, entrará em vigor 120 dias depois. As regras podem afetar um mercado de stablecoins avaliado em cerca de US$ 301,5 bilhões em 20 de outubro de 2026; o USDT representava aproximadamente 60,7%, segundo a DefiLlama. Essas são recomendações do setor, não regras adotadas. As decisões do Tesouro e de outras agências podem influenciar a conformidade das plataformas, a infraestrutura DeFi e o acesso a stablecoins estrangeiras, mantendo a incerteza para traders e mercados de liquidação.
Visa e Mesh firmaram uma parceria para permitir que usuários de aplicativos de carteira participantes gastem saldos elegíveis em criptomoedas e stablecoins em estabelecimentos que aceitam Visa. A Mesh conectará os saldos das carteiras aos pagamentos e cuidará da conversão para moeda fiduciária, enquanto a Visa dará acesso a uma rede com mais de 175 milhões de estabelecimentos em mais de 200 países e territórios. O serviço foi desenvolvido para compras online e presenciais, sem que os usuários precisem sacar os fundos ou converter tokens manualmente a cada transação. Os estabelecimentos continuarão usando a infraestrutura de pagamento existente e não precisarão aceitar criptomoedas diretamente. As empresas ainda não anunciaram quais carteiras participarão, quais dispositivos serão compatíveis nem o cronograma de lançamento; portanto, a parceria não torna os pagamentos com criptomoedas imediatamente disponíveis em toda a rede Visa. A integração pode ampliar o uso cotidiano de criptomoedas em pagamentos, mas a adoção dependerá da disponibilidade em cada mercado e de uma experiência fluida para o cliente.
A Mastercard lançou o Stablecoin Security, um serviço baseado em API que ajuda instituições financeiras a analisar pagamentos com stablecoins para identificar fraudes, golpes, exposição a sanções e outros riscos de crimes financeiros antes da conclusão das transações. Suas ferramentas, independentes de plataforma, analisam o contexto do pagamento, a origem dos fundos, vínculos com partes restritas e indicadores de golpes; em seguida, fornecem pontuações de risco para uso nos fluxos de trabalho existentes de conformidade e prevenção a fraudes. A Mastercard não divulgou como pondera esses sinais nem quais limites de risco as instituições devem aplicar.
O serviço será lançado inicialmente na América do Norte, com Borderless.xyz e Keyrails como parceiras; a disponibilidade comercial mundial está prevista para 2027. A Mastercard citou uma amostra de 2025 do Banco de Compensações Internacionais que abrangeu mais de 593 milhões de eventos de transferência de stablecoins em 141 milhões de transações Ethereum. Quase 60% dos eventos ocorreram em transações complexas com várias etapas — uma medida da complexidade das transações, não de fraude. O Stablecoin Security busca dar às instituições uma visão mais antecipada dos riscos on-chain e apoiar uma adoção mais ampla dos pagamentos com stablecoins. É improvável que o lançamento tenha um efeito imediato nos preços das criptomoedas, mas, com o tempo, poderá ajudar a fortalecer a confiança institucional.
Um suposto operador de um golpe de tarefas perdeu mais de 60 BTC, avaliados em cerca de US$ 4,8 milhões, depois que os fundos foram roubados de carteiras físicas Ledger. A Chainalysis afirmou que os bitcoins foram transferidos para três endereços Ledger em 22 de setembro e que, em 9 de outubro, foram retirados de lá e enviados para uma única carteira. Segundo relatos, os fundos vieram de um falso esquema de emprego que enganava as vítimas, levando-as a pagar depósitos para cobrir um suposto saldo negativo.
O roubo está ligado a denúncias de dispositivos Ledger adulterados vendidos por canais de terceiros, incluindo a revendedora malaia CryptoBilis. A Ledger afirmou que implantes nos dispositivos afetados poderiam capturar as frases de recuperação; a investigação não concluiu que os sistemas de fabricação da própria empresa tenham sido comprometidos. A Ledger não divulgou perdas confirmadas relacionadas ao incidente mais amplo, enquanto o investigador Specter estimou que cerca de US$ 86 milhões tenham sido drenados. O caso evidencia os riscos na cadeia de suprimentos de carteiras físicas e a importância de verificar a procedência dos dispositivos, mas não aponta nenhuma falha no próprio Bitcoin e dificilmente afetará os fundamentos do BTC.
A Rússia planeja acabar com as negociações diretas de criptomoedas entre pessoas físicas a partir de 1º de julho de 2027. Até 30 de junho de 2027, as pessoas poderão continuar negociando diretamente; depois disso, a maioria das compras e vendas deverá ser feita por meio de corretoras licenciadas ou operadoras de exchanges registradas. A política faz parte de uma estrutura regulatória para o mercado de criptomoedas que entrou em vigor em 1º de setembro de 2026 e deve direcionar as atividades para intermediários autorizados.
A Mastercard e a BVNK lançaram a Global Money Platform, um serviço baseado em API que permite a bancos, empresas de fintech e negócios gerenciar moedas fiduciárias e stablecoins em um único sistema. Anunciada em 15 de outubro, a plataforma reúne contas multimoeda, conversão, pagamentos, cartões e ferramentas de tesouraria, conectando saldos de ativos digitais a transferências bancárias e pagamentos a comerciantes.
A plataforma oferece suporte a USDC e OUSD e conecta infraestruturas de mais de 20 redes blockchain e sistemas de pagamento. Por meio do Mastercard Move, ela alcança uma rede com mais de 17 bilhões de pontos de pagamento. A Mastercard prevê oferecer pagamentos em moedas locais em mais de 40 moedas e em mais de 200 países e territórios em 2027. Cartões vinculados a stablecoins poderão ser emitidos em mais de 130 países e usados na rede de comerciantes da Mastercard.
Entre os primeiros parceiros de integração estão Nuvei, Marqeta, Ontop, Beem e Almond FinTech. O lançamento ocorre após a conclusão, em 3 de agosto, da aquisição da BVNK pela Mastercard, avaliada em até US$ 1,8 bilhão. A Mastercard afirma que depósitos tokenizados e pagamentos iniciados por agentes de IA poderão ser adicionados no futuro; a empresa não divulgou as datas de lançamento dos parceiros nem os volumes de transações previstos. A Global Money Platform amplia as opções de pagamento com stablecoins, mas o anúncio não apresenta uma medida imediata de uso ou demanda por nenhuma das duas stablecoins compatíveis.
A Ledger pediu que revendedores na Indonésia, Malásia, Singapura, Tailândia, Vietnã, Filipinas e Hong Kong suspendam as vendas de carteiras físicas enquanto investiga dispositivos com implantes ocultos. A Ledger afirma que os casos confirmados envolvem dispositivos vendidos pela revendedora do Sudeste Asiático CryptoBilis; a empresa não encontrou indícios de uma violação mais ampla nem de comprometimento de seus sistemas ou de seu canal de vendas diretas. O implante pode capturar a frase de recuperação de 24 palavras durante a configuração e enviá-la por LTE. O investigador on-chain Specter vinculou mais de US$ 86 milhões em supostos roubos aos casos, mas a Ledger não verificou o total. A empresa recomenda que clientes da CryptoBilis não inicializem dispositivos ainda não utilizados e transfiram os fundos de carteiras potencialmente afetadas para uma nova carteira com uma frase de recuperação inédita. Em um desdobramento posterior, a varejista alemã MediaMarkt Saturn também suspendeu as vendas de dispositivos Ledger depois que um cliente relatou um aparelho com implante; nenhum fundo foi perdido. A Trezor planeja encerrar as autorizações de revendedores a partir de 1º de janeiro de 2027, por precaução, embora afirme não ter evidências de que seus dispositivos tenham sido comprometidos. A investigação sobre as carteiras físicas da Ledger aumenta a pressão sobre os fabricantes para aprimorar a supervisão dos revendedores e a segurança da cadeia de suprimentos, mas não foi constatado nenhum comprometimento mais amplo.
A mais recente compra de Bitcoin da Strive se soma a uma série de aquisições para tesouraria corporativa. Na semana encerrada em 9 de outubro, a empresa comprou 3.311 BTC por cerca de US$ 280 milhões, elevando suas reservas para 32.773 BTC e tornando-se a quinta maior detentora de Bitcoin entre as empresas listadas nos Estados Unidos. A compra foi parcialmente financiada pelos US$ 208 milhões obtidos com o exercício de warrants, e a Strive afirmou que suas reservas de Bitcoin cresceram mais rapidamente do que o número efetivo de ações ordinárias, aumentando a exposição a Bitcoin por ação.
Em uma atualização posterior, a Strive informou ter comprado mais 2.822 BTC por US$ 235 milhões, elevando suas reservas para cerca de 35.600 BTC. A empresa também disse que 13,7 milhões dos 15,3 milhões de warrants restantes haviam sido exercidos, levantando US$ 369 milhões. O exercício de warrants tradicionais chegou a 94%, com uma alavancagem informada de 47%. A compra adicional de Bitcoin sinaliza a continuidade da demanda corporativa, enquanto os recursos dos warrants dão à Strive maior capacidade de financiamento. O efeito sobre o preço do BTC provavelmente será limitado em comparação com o de detentores maiores e dependerá, em parte, de a empresa continuar acumulando.
O Bitcoin se recuperou de uma mínima próxima de US$ 80.953 para cerca de US$ 83.592, avançando mais de 2% e voltando a superar a zona de Fibonacci entre US$ 81.848 e US$ 82.306. A recuperação é um sinal moderadamente positivo, mas o Bitcoin ainda não rompeu a resistência entre US$ 84.000 e US$ 84.500, onde se concentram as ordens de venda. Um fechamento diário acima de US$ 84.246 pode colocar US$ 86.644 e aproximadamente US$ 87.423 no radar; uma queda abaixo de US$ 81.603 pode expor o suporte próximo de US$ 80.000, seguido de US$ 77.500 caso esse nível seja perdido.
Os indicadores são mistos: o RSI está ligeiramente positivo, em 53,4, enquanto o ADX caiu para 29,9, ante 42,8 em 7 de outubro, sugerindo que a tendência de alta perdeu força. A EMA de 50 dias continua acima da EMA de 200 dias. O sentimento do mercado é neutro, com o Índice de Medo e Ganância perto de 55. Os operadores de mercados de previsão atribuem 54% de probabilidade de o Bitcoin alcançar US$ 80.000 neste mês e 45% de chegar a US$ 87.500.
As saídas líquidas dos ETFs de Bitcoin continuam sendo um obstáculo. Os relatórios apresentam estimativas diferentes para o acumulado de outubro: cerca de US$ 451 milhões no relato anterior e US$ 386,3 milhões no posterior, além de apontarem uma demanda institucional fraca. O relatório anterior também observou a pressão causada por uma forte queda das ações de tecnologia sul-coreanas. Agora, os operadores acompanham o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, que deve mostrar a inflação anual subindo de 3,4% para 3,6%, além dos rendimentos dos títulos do Tesouro e dos acontecimentos geopolíticos. Uma inflação elevada ou a continuidade das saídas podem pressionar o Bitcoin, enquanto dados mais brandos e um rompimento da resistência podem favorecer uma recuperação adicional.
A Pando Finance planeja listar um ETF à vista de Solana na Bolsa de Valores de Hong Kong em 13 de outubro, oferecendo aos investidores uma via regulamentada para obter exposição a SOL. O ETF manterá SOL diretamente e acompanhará uma versão regional da taxa de referência CME CF Solana-Dollar. A taxa anual de administração será de 0,60%, com despesas correntes estimadas em 1,60%. As cotas serão negociadas em dólares de Hong Kong, com lote mínimo de 100. O fundo não fará staking de SOL, não usará derivativos nem alavancagem e não pagará dividendos; poderá manter até 3% do patrimônio líquido em dinheiro. A HashKey Exchange ficará responsável pelas transações, e a HashKey Custody Services fará a custódia dos ativos. Os documentos alertam para a volatilidade significativa e para a possibilidade de perda total do investimento.
O lançamento ocorre enquanto os ETFs de Solana dos EUA registraram saídas líquidas de US$ 24,8 milhões na semana encerrada em 9 de outubro, os maiores resgates semanais desde o lançamento e o fim de 14 semanas consecutivas de entradas. O BSOL, da Bitwise, respondeu por cerca de US$ 20,9 milhões das saídas, enquanto os produtos da Grayscale e da Fidelity também tiveram resgates; o produto da Morgan Stanley registrou entradas modestas. Os ETFs de Bitcoin e Ethereum também registraram saídas semanais substanciais. O ETF de Solana de Hong Kong amplia o acesso regulamentado, mas os dados recentes dos EUA sugerem uma demanda institucional por SOL mais fraca no curto prazo e não garantem novas pressões compradoras.
O ex-CEO da Celsius, Alex Mashinsky, concordou em ficar proibido para sempre de atuar nos setores de criptomoedas, valores mobiliários e commodities, em um acordo com a procuradora-geral de Nova York, Letitia James. O acordo encerra uma ação civil por fraude apresentada em 2023, que alegava que Mashinsky enganou investidores sobre os riscos e a segurança da Celsius. O acordo pode exigir pagamentos de até US$ 35 milhões, dependendo de ele entregar outros US$ 10 milhões ao governo federal e cumprir integralmente sua pena. Mashinsky está cumprindo 12 anos de prisão após se declarar culpado de fraude envolvendo valores mobiliários e commodities; no processo criminal federal, também foi condenado a entregar mais de US$ 48 milhões. Nova York alegou que a Celsius se apresentava como um lugar seguro para depositar criptomoedas, enquanto aplicava os ativos dos clientes em investimentos arriscados e ocultava prejuízos. O estado afirmou que a conduta afetou centenas de milhares de investidores, incluindo mais de 26 mil moradores de Nova York. A Celsius suspendeu os saques em junho de 2022 e pediu falência no mês seguinte; segundo o estado, mais de US$ 3,4 bilhões haviam sido distribuídos aos credores até agosto de 2026. O acordo se soma a restrições federais distintas, incluindo uma proibição de negociação imposta pela CFTC e um acordo com a FTC. Mashinsky está contestando sua condenação federal, enquanto a SEC chegou a um acordo preliminar em seu processo civil. O caso da Celsius destaca os riscos jurídicos e para a proteção dos investidores que continuam presentes para as empresas de empréstimo de criptomoedas que fazem alegações enganosas sobre segurança, rendimentos ou reservas.
Duas empresas ligadas à formadora de mercado de criptomoedas DWF Labs estão processando a custodiante BitGo em 141 milhões de dólares na Alta Corte de Londres. DWF Maas e Falcon Digital alegam que a BitGo violou um acordo de balcão ao transferir tokens da Falcon Finance (FF) e da ESPORTS para corretoras cerca de dois meses antes do fim dos períodos de bloqueio. Elas afirmam que a BitGo recebeu os tokens com desconto em troca de mantê-los sob custódia e que as vendas antecipadas em um mercado com pouca liquidez pressionaram os preços para baixo e reduziram o valor dos ativos que ainda mantinham. Segundo relatos, as empresas levantaram a questão em abril e maio, antes de entrar com o processo. O relato anterior também mencionou quedas nos preços: o FF caiu de cerca de US$ 0,08 no início de março para US$ 0,07 no fim de abril, enquanto o ESPORTS recuou de aproximadamente US$ 0,28 em meados de março para US$ 0,07 no início de junho. A BitGo não quis comentar, e as alegações ainda não foram analisadas em juízo. As duas partes têm ligações com a World Liberty Financial: a DWF comprou US$ 25 milhões em tokens WLFI, enquanto a BitGo mantém as reservas que lastreiam sua stablecoin USD1. O caso evidencia riscos ligados à custódia de criptoativos, às contrapartes e à liquidez dos tokens; o impacto mais amplo no mercado dependerá do andamento do processo e das provas de eventuais vendas em maior escala.
A NFL apoiou o pedido de Nova Jersey para que a Suprema Corte dos Estados Unidos analise se os estados podem regulamentar contratos esportivos em mercados de previsão, como a Kalshi. A liga argumenta que esses contratos não são swaps nos termos da Lei Dodd-Frank e, por isso, não deveriam ficar exclusivamente sob a supervisão da Commodity Futures Trading Commission (CFTC). Segundo a NFL, as regras estaduais são importantes para a proteção dos consumidores e para a integridade das competições.
O caso vem após uma decisão de abril do Terceiro Circuito favorável à Kalshi, enquanto o Sexto e o Nono Circuitos chegaram a conclusões opostas. A Suprema Corte ainda não informou se aceitará analisar o caso. A resposta da Kalshi deve ser apresentada até 9 de novembro de 2026. A NFL afirma que US$ 1,8 bilhão dos US$ 3,3 bilhões negociados em mercados de previsão no primeiro domingo da temporada de 2026 envolveu jogos da NFL. A liga manifestou preocupação com limites de idade, informações sensíveis, lesões, arbitragem e mercados que os participantes poderiam manipular. A Kalshi afirma que trabalha com ligas e parceiros de integridade e que a supervisão federal pode lidar com esses riscos. O ex-presidente da CFTC Gary Gensler e o ex-senador Chris Dodd também se opuseram a transferir a supervisão das apostas esportivas para longe dos estados.
A disputa pode afetar o acesso aos mercados de previsão e as regras em vigor nos estados americanos, mas a petição não impõe, por si só, novas restrições. Uma decisão da Suprema Corte pode esclarecer os limites entre a supervisão federal de derivativos e as leis estaduais de jogos de azar. Ela não tem efeito direto sobre os preços das criptomoedas nem sobre as regras de negociação.
A ESMA pediu aos reguladores nacionais que garantam que as empresas de criptoativos autorizadas pelo MiCA encerrem os serviços relacionados a stablecoins que não atendem às regras da UE. Após o parecer da ESMA de 8 de outubro, as empresas têm até três meses — até 8 de janeiro de 2027 — para resolver as posições dos clientes. A orientação amplia o escrutínio para custódia e transferências, além de negociação, consultoria e execução de ordens; apenas alertar os investidores não é suficiente, e as empresas devem bloquear novas compras.
Durante a saída supervisionada, os provedores podem oferecer assistência limitada para vender, converter, sacar, transferir ou proteger os saldos existentes, mas não podem permitir que os clientes comprem mais ou aumentem sua exposição. As regras se aplicam a provedores regulamentados, não à posse pessoal nem a todas as transferências em blockchains públicas. A USDT é um exemplo de destaque, mas a conformidade depende do token e de seu emissor, e não apenas da moeda à qual ele está atrelado. Em março de 2025, a Binance retirou de negociação nove stablecoins que não estavam em conformidade com o MiCA, incluindo a USDT, para usuários europeus.
As plataformas podem definir procedimentos, tarifas e prazos diferentes. Os traders devem verificar os avisos das exchanges, as redes compatíveis, as taxas de conversão, as ordens em aberto e o tratamento das garantias. O menor acesso a pares com USDT pode afetar a liquidez e os spreads nas plataformas da UE, embora os relatos não estimem os saldos afetados. A conformidade das stablecoins com o MiCA e o ritmo de saída das empresas continuarão sendo pontos importantes a acompanhar.
A Ripple Prime está se expandindo para o financiamento de ETFs alavancados, um negócio tradicionalmente dominado por bancos. Após adquirir a Hidden Road por US$ 1,25 bilhão, a Ripple começou a oferecer serviços de prime brokerage, compensação e financiamento a empresas de investimento; em 6 de outubro, anunciou serviços para o fundo de hedge Brevan Howard. O relatório também afirma que a Ripple Prime oferece financiamento por meio de swaps de retorno total a emissores de ETFs alavancados, embora o volume de clientes e a receita não tenham sido divulgados.
Os dados da Morningstar Direct citados no relatório contabilizam 593 ETFs alavancados nos EUA, com mais de US$ 256 bilhões em ativos combinados. Esse é o total do setor, não o volume de financiamento da Ripple Prime. Os swaps oferecem exposição diária ampliada a ações ou índices em troca de encargos de financiamento. Em 7 de outubro, um ETF da Tradr tinha uma taxa de financiamento variável de cerca de 8% ao ano, mas esse exemplo não representa uma taxa divulgada para clientes da Ripple Prime. O financiamento pode gerar tarifas, mas também expõe os provedores a riscos de hedge, de mercado e de contraparte, especialmente durante quedas acentuadas.
A expansão diversifica os negócios de financiamento institucional da Ripple Prime para além das criptomoedas e pode se beneficiar das restrições de capital mais rigorosas impostas aos bancos. No entanto, o relatório não comprova que XRP ou RLUSD sejam usados nessas operações, e a escala e a receita da Ripple Prime continuam desconhecidas. Por enquanto, as implicações diretas para XRP e para o mercado de criptoativos em geral parecem limitadas.
A negociação de memecoins permaneceu ativa na Base, BNB Chain, Robinhood Chain e Solana de 8 a 9 de outubro de 2026, mas o volume negociado mudou bastante entre as redes. A Base liderou os dois relatórios: o volume combinado de seus 10 principais tokens subiu de US$ 260 milhões para US$ 330 milhões; a XDP continuou sendo o principal destaque, avançando de US$ 250 milhões para US$ 280 milhões. O volume da BNB Chain teve uma leve alta, de US$ 150 milhões para US$ 160 milhões, com a pPOLY liderando o relatório mais recente, com US$ 89,96 milhões. A Solana subiu de US$ 110 milhões para US$ 120 milhões, liderada pela ZEC, com US$ 36,24 milhões. A Robinhood Chain caiu de US$ 170 milhões para US$ 130 milhões, enquanto o volume informado da NVDA recuou de cerca de US$ 110 milhões para US$ 32,98 milhões. Os preços também oscilaram fortemente: a TITS subiu 5.650,8% no relatório anterior, enquanto a TikTok avançou 8.344,6% no mais recente; a DRV teve alta de 19,9%, e a PONS e a AI caíram 14,6% e 19,1%, respectivamente. O volume e o ímpeto das memecoins variaram bastante conforme a rede e o token, ressaltando a alta volatilidade do mercado, e não indicando uma tendência generalizada.
Em 8 de outubro, uma carteira do governo dos EUA vinculada ao ataque hacker à Bitfinex em 2016 transferiu 12.267,02 BTC, avaliados em cerca de US$ 1,01 bilhão, para um endereço recém-criado. Mais tarde, a Arkham marcou os fundos como gastos, indicando outra movimentação, mas não foi confirmado que os bitcoins tenham sido enviados para uma exchange ou vendidos. A transferência de bitcoins do governo dos EUA levantou dúvidas sobre uma possível pressão vendedora, embora possa ser apenas uma operação rotineira de gestão de custódia. No dia anterior, ocorreu uma movimentação separada: carteiras vinculadas à Bitfinex e à FTX enviaram cerca de 3.200 BTC e US$ 119 milhões em USDT para a Coinbase Prime; os dados públicos não comprovam qualquer relação com a transferência do governo. Uma ordem executiva de 2025 determina que o governo mantenha os bitcoins confiscados em uma Reserva Estratégica de Bitcoin. Segundo relatos, mais de 94.000 BTC vinculados ao ataque estão sob controle do governo, enquanto a Arkham estima que as reservas totais do governo dos EUA sejam de cerca de 306.795 BTC, avaliados em aproximadamente US$ 24,85 bilhões, considerando o preço de US$ 81.000 por BTC. Para os traders, vale a pena acompanhar as transferências, mas não há venda confirmada que indique pressão imediata de oferta.
Neutral
BitcoinUS governmentBitfinex hackStrategic Bitcoin ReserveCoinbase Prime
A Robinhood adicionou US$ 25 milhões em Bitcoin (BTC) ao seu balanço corporativo, marcando sua primeira posição própria em BTC, separada dos ativos dos clientes. O executivo de criptomoedas Johann Kerbrat disse que a compra demonstra o compromisso da empresa com o Bitcoin e com o ecossistema cripto em geral. A alocação é pequena em relação ao valor de mercado da Robinhood, de cerca de US$ 100 bilhões, e a empresa não anunciou compras regulares de Bitcoin.
A compra ocorre enquanto a Robinhood expande seus serviços de criptomoedas. A empresa planeja oferecer contratos futuros perpétuos de BTC, ETH, SOL, XRP, DOGE, ADA, LINK e HYPE a usuários elegíveis dos Estados Unidos nos próximos meses. A Robinhood Chain, baseada na Arbitrum, registrou mais de US$ 1,05 bilhão em valor total bloqueado, e a empresa está desenvolvendo a negociação 24 horas de ações americanas tokenizadas. Kerbrat também disse que a negociação de ações tokenizadas pode estar se aproximando dos limites previstos na estrutura de isenção para inovação da SEC; as perspectivas regulatórias nos EUA para contratos futuros perpétuos de criptomoedas continuam incertas. Para quem negocia Bitcoin, a compra para a tesouraria é principalmente um sinal simbólico, enquanto os planos mais amplos da Robinhood podem ampliar o acesso aos mercados de criptomoedas, caso a regulamentação permita que avancem.
O cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, alerta que a pesquisa matemática acelerada por IA pode enfraquecer a criptografia baseada em reticulados, possivelmente dentro de dois anos. A preocupação se aplica a sistemas como ML-DSA e a tecnologias usadas na criptografia totalmente homomórfica; ele também apontou possíveis riscos para o ECDSA. Embora a criptografia baseada em reticulados seja considerada resistente a ataques quânticos e tenha sido explorada por projetos como o Cardano, o alerta destaca que avanços impulsionados por IA podem criar riscos distintos. Nenhuma quebra criptográfica foi demonstrada, e dois anos não são um prazo confirmado.
A discussão ocorre após o pesquisador da Ethereum Foundation Justin Drake defender um «modo bunker», que inclui transferir fundos para endereços cujas chaves públicas não tenham sido expostas. Buterin alerta contra migrações apressadas e em grande escala. Ele recomenda parâmetros maiores para sistemas baseados em reticulados, evitar armazenar dados criptografados diretamente na blockchain, trocar as chaves multisig após o uso e coletar assinaturas off-chain sempre que possível. Para o roteiro de segurança de longo prazo do Ethereum, ele apontou assinaturas baseadas em hash, como WOTS e SPHINCS+, embora reconheça que nenhum método é teoricamente isento de riscos. Os alertas levantam questões sobre segurança de longo prazo e atualizações, mas, por si só, não indicam um catalisador imediato para o mercado.
Neutral
AI and cryptographyEthereum securityPost-quantum cryptographyLattice-based cryptographyCrypto market risk
A Europol instou o setor de criptomoedas a se preparar para as ameaças da computação quântica, ressaltando, ao mesmo tempo, que nenhum computador quântico conhecido consegue atualmente violar carteiras de criptomoedas e que ainda não se sabe quando uma ameaça prática poderá surgir. Seus relatórios, publicados em 7 de outubro, identificam as chaves públicas expostas das carteiras como o principal risco: um computador quântico suficientemente potente poderia derivar as chaves privadas correspondentes e roubar os fundos. As funções hash das blockchains são consideradas mais resistentes, e a Europol afirma que não há evidências claras de coleta em larga escala de dados criptografados para uma descriptografia futura, embora informações confidenciais que precisem ser armazenadas por muito tempo ainda possam ser alvo.
A Europol recomenda que os provedores de carteiras testem a criptografia pós-quântica, que os projetos de blockchain planejem atualizações de protocolo e que o setor aprimore o gerenciamento de chaves. Quando carteiras resistentes à computação quântica estiverem disponíveis, talvez os usuários precisem transferir seus fundos para elas; para carteiras cujas chaves públicas já estejam expostas, a proteção proposta é transferir os fundos para uma nova carteira com uma chave não exposta. A transição exigirá coordenação entre desenvolvedores, plataformas, custodiantes e usuários, e poderá levar anos. Em 2024, o NIST finalizou três padrões pós-quânticos e recomendou que a transição fosse iniciada. A previsão é que os algoritmos vulneráveis sejam eliminados gradualmente até 2035, enquanto os sistemas de maior risco deverão migrar antes.
O Bitcoin enfrenta desafios específicos para realizar essa migração. Um estudo citado estima que migrar todos os UTXOs do Bitcoin poderia exigir pelo menos 76 dias de inatividade acumulada da rede, ou cerca de 300 dias se um quarto da capacidade dos blocos fosse destinado ao processo. As assinaturas pós-quânticas poderiam ser de 10 a 120 vezes maiores do que as atuais assinaturas ECDSA, o que poderia aumentar o congestionamento e as taxas de transação. Desenvolvedores do Bitcoin estão debatendo propostas de migração, incluindo o rascunho BIP-361, enquanto outros projetos de blockchain e custodiantes testam controles resistentes à computação quântica. A mensagem da Europol é que o setor deve se preparar para um risco de longo prazo — não esperar um colapso iminente das criptomoedas.